Senador diz que prisão de Roberto Dias já ‘estava calculada’ por membros da CPI

Senador diz que prisão de Roberto Dias já ‘estava calculada’ por membros da CPI

O senador Eduardo Girão (Pode) acredita que a prisão do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, já estava “calculada” pelos membros da CPI da Covid-19. Na avaliação do parlamentar, embora existam muitas contradições do depoimento do ex-servidor, a decisão de Omar Aziz foi arbitrária e vai contra o regulamento do Senado Federal. “O cabo Dominguetti e o Roberto Dias precisavam fazer acareação, durante a sessão vi isso, entrei imediatamente e já li que se precisava por esse processo entre os dois para saber quem estava faltando com a verdade, esse procedimento seria fundamental. Mas a CPI se resolveu. Isso [prisão] já estava calculado, desenhado para dar uma aquecida às narrativas. Além de ser arbitrário,  afrontou o regimento interno no Senado, que já tinha começado a sessão no plenário. O regimento é claro, deve parar qualquer comissão permanente ou temporária”, avaliou o senador durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quinta-feira, 8. Para Eduardo Girão, mesmo com os alertas da necessidade de encerrar a oitiva, os membros do colegiado mantiveram a sessão “porque tinham que fazer o desfecho”, a prisão de Roberto Dias.

Para o parlamentar, é necessário serenidade e diálogo para as investigações no colegiado. No entanto, na visão dele, isso não estaria acontecendo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que tem a “cara da agressividade e do desrespeito”. “No plenário fiz um balanço do que está acontecendo na CPI e muitos senadores vieram falar que concordam. Ele estão incomodados, a maioria do Senado está incomodada. Quem anda nas ruas, o parlamentar que anda de avião de carreira, que vai à feira, ao mercado, houve da maioria da população que a CPI não é séria, que a CPI é uma vingança pessoal da cúpula”, afirmou, citando a tentativa de blindagem das investigações sobre desvios de verbas nos Estados e municípios. ” O caso do Consórcio Nordeste envolve dois ex-ministros do governo Dilma. Essa é a grande blindagem para que não se investigue esse escândalo”, pontuou, defendendo que todas as investigações sejam feitas de forma técnica, não eleitoral.

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