Futebol completa um ano sem torcida nos estádios brasileiros

Futebol completa um ano sem torcida nos estádios brasileiros

O futebol brasileiro completa neste fim de semana a triste marca de um ano sem receber torcidas nos estádios. A pandemia da covid-19 motivou a realização de jogos com portões fechados para evitar aglomerações e tem como consequência para os clubes um problema tão doloroso quanto o silêncio das arenas. Na parte financeira, esse primeiro ano causou a perda de R$ 450 milhões com bilheteria para os 34 principais times brasileiros, segundo estudo feito pela Pluri Consultoria.

O mesmo levantamento indica que, de março de 2020 até agora, a falta de jogos com torcida causou cerca de R$ 330 milhões em impacto entre receitas vindas de sócios e ações de marketing. Os clubes, hoje, vivem uma situação muito pior em comparação a 14 de março do ano passado, quando pela primeira vez os estádios brasileiros não tiveram cadeiras cheias, catracas em atividade e as lanchonetes com filas.

Mais do que lamentar, as equipes agora discutem maneiras para minimizar as perdas. As soluções são necessárias porque o cenário da pandemia é preocupante, alguns Estaduais estão até suspensos e a volta da torcida aos estádios parece bastante distante. A CBF defende que os portões só sejam reabertos quando a população for vacinada. “A volta do público é algo que na nossa avaliação está muito acoplado à vacinação”, disse o secretário-geral da entidade, Walter Feldmann.

A final da Copa Libertadores no Maracanã, em 30 de janeiro, foi a única exceção ao longo desse último ano entre os principais torneios de futebol que tiveram jogos no País. Enquanto em todas as outras competições as partidas foram realizadas sem público, o jogo decisivo entre Palmeiras e Santos reuniu quase 5 mil pessoas.

Porém, não houve venda de ingressos. Apenas estiveram no estádio convidados dos clubes, patrocinadores, dirigentes, jornalistas e membros da Conmebol. A entidade exigiu dos presentes a apresentação de testes negativos para covid-19 realizado dias antes.

Apesar disso, os cuidados não foram suficientes para evitar aglomerações. O público ficou concentrado em um mesmo setor do estádio e em alguns momentos muitos não usaram máscaras. Houve até abraços entre os presentes para comemorar o gol do título palmeirense.

A política de não vender ingressos e de exigir credenciamento e documentação de todos os presentes não impediu também outras irregularidades. Os clubes encontraram na internet tentativas de golpes com a falsa promessa de venda de credenciais para acesso ao estádio. Alguns anúncios chegavam a prometer por R$ 3 mil a entrada no Maracanã. Os golpistas até fizeram montagens para tentar reproduzir nos anúncios as credenciais falsas.

( Fonte: Istoé)

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